Terça-feira, Setembro 15, 2009

Outro blog

Gente, estou em novo endereço: intensasletras.blogspot.com. Com minhas postagens exporádicas, continuo blogando. 
VISITEM!!!

Quarta-feira, Julho 15, 2009

Diálogo

- É isso mesmo.
- Eu a perdôo.
- Não seja patético!
- Eu a amo!
- Eu o desprezo!
- Eu a amo!
- Mas você não se ama. De que adianta?
- Você é minha vida. Não sou nada sem você.
- Que convincente. Muito original.
- Com certeza sincero.
[silêncio]
- Por que você simplesmente não grita comigo, não diz um palavrão, não me ofende, não me dá um tapa na cara? [lágrimas]
[abraço]
- Porque eu a amo. Será tão difícil assim para você ser amada? Ao menos me dê uma chance. Ao menos se dê uma chance de experimentar isso. [sussuro]
- [desprendendo-se, elevação do tom de voz]É tão difícil machucá-lo. É tão difícil mentir para você. É tão difícil tentar fazer com que você me odeie. Tudo era tão lindo quando éramos apenas grandes amigos, brincando sem malícia, sem desejo, apenas a vontade de não nos desgrudarmos. [algo pouco mais alto que um sussurro] O amor já existe há muito tempo. Eu também o amo. Mas você sabe... depois daquele beijo nunca mais consegui te olhar nos olhos, estar perto, me sentir apenas sua amiga de novo. Quando eu encontrava contigo sempre tinha uma desculpa para escapar, e evitar esse momento, essas declarações, que eu sabia que viriam. Você sabe como é minha relação com os homens. Você é mais do que isso, do que um objeto-passatempo para mim. Você é um grande homem e merece uma grande mulher para estar ao seu lado dessa forma.
- Da minha parte nunca existiu inocência. Eu também queria estar o tempo todo grudado a você. Estava esperando seu tempo. Pensei que tivesse chegado, mas vejo que não. Imaginei que tanto tempo de amizade ajudaria. Eu espero mais, se você quiser. Só peço que você não fuja de mim. Você é uma grande mulher, a maior que eu conheço, e não estou disposto a me contentar com menos não. Se você me vê diferente, você pode fazer diferente.
- Eu não quero te usar... Não sei se sei fazer diferente... Tenho medo... [lágrimas] medo de que futuramente você sofra mais. Você sabe... eu sei que você não merece ser minha cobaia. Você não me entende. Eu sei. E nossa amizade acabou no momento segunte àquele beijo, você não percebe? Eu não queria que tivesse sido assim.
- Está enganada. Não acabou. Agora é um outro momento. Nosso novo momento juntos. Assim que poderia ser. Assim eu gostaria que fosse.
- É sim nosso novo momento. Um momento de distância. Não tem mais volta.
- Eu sei. Estarei esperando por você, caso precise de um homem, de um amigo, de um ombro, de companhia. Mas o tempo passa, e não esperarei para sempre.
- Espero sinceramente que não mesmo. Pela nossa felicidade.

Psicóloga diz "curar" gay

Recebi por email a seguinte notícia (divulgada pela Folha de São Paulo na data de hoje) e achei pertinente divulgar alguns trechos.




Psicóloga que diz "curar" gay vai a julgamento em conselho
Conselho Federal de Psicologia decide no dia 31 se cassa licença de Rozângela Alves Justino
Resolução veta tratar questão como doença e recrimina indicação de tratamento; se o registro for perdido, será a 1ª condenação do tipo no país
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
O Conselho Federal de Psicologia julga, no fim deste mês, a cassação do registro profissional de Rozângela Alves Justino por oferecer terapia para que gays e lésbicas deixem a homossexualidade. Se perder a licença, será a primeira condenação desse tipo no Brasil.
Resolução do próprio conselho proíbe há dez anos os psicólogos de lidarem a homossexualidade como doença e recrimina a indicação de qualquer tipo de "tratamento" ou "cura".
Rozângela, que afirma ter "atendido e curado centenas" de pacientes gays em 21 anos, diz ver a homossexualidade como "doença" e que algumas pessoas têm atração pelo mesmo sexo "porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso".
Numa consulta em que a reportagem, incógnita, se passava por paciente, Rozângela, que se diz evangélica, recomenda orientação religiosa na igreja.
"Tenho minha experiência religiosa que eu não nego. Tudo que faço fora do consultório é permeado pelo religioso. Sinto-me direcionada por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais", afirma.
FOLHA - Como a sra. vê o homossexualismo?
ROZÂNGELA ALVES JUSTINO - É uma doença. E uma doença que estão querendo implantar em toda sociedade. Há um grupo com finalidades políticas e econômicas que quer estabelecer a liberação sexual, inclusive o abuso sexual contra criança. Esse é o movimento que me persegue e que tem feito alianças com conselhos de psicologia para implantar a ditadura gay.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

Medo

Amarrada.
Presa, aparente.
Mas um membro,
os outros, livres.
Imóvel, nem tanto.
Passos sim.
Cautelosos.
Pausa.
Até quando?
Próxima linha.
Dúvida ainda.
Acender a luz?
Abrir os olhos!
Ônibus à caminho de casa.
Decisão tomada.
07/07/2009

Sábado, Julho 11, 2009

Durma pequenina

Tudo o que posso fazer
é limitado pela rigidez das substâncias.
Ofereço colo para ti acalantar,
mas jamais conhecer o sofrer.

Passo as mãos pelos cabelos,
sussurro canções de ninar.
Você é tão linda sonhando,
mas o conforto se vai ao acordar.

Não tenho antídoto.
Se o tivesse inventado usaria em mim.

No entanto, sentimental apareço,
choro junto, abraço, me dou.
Sofro junto.

Quinta-feira, Julho 09, 2009

Aplausos!

Há meses eu estou viciada em Regina Spektor. Quando eu penso que não há como ela me surpreender, eis que tomo conhecimento do seu mais novo álbum, "Far", lançado no último mês de junho. A surpresa? Suas músicas com arranjos ainda mais contagiantes, músicas com aquela intensidade que lhe é peculiar. Esse vício começou no ano passado, quando eu estava no cinema assistindo “As Crônicas de Nárnia – O Príncipe Caspian” e ao final do filme, soa “The Call”. Aquela voz magnífica me seduziu e eu imediatamente peguei o celular e fui escrevendo trechos da letra do som para que eu procurasse depois. Comprei todas as músicas dos quatro álbuns que a cantora gravara, e agora as do quinto álbum.



1. The Calculation
2. Eet
3. Blue Lips
4. Folding Chair
5. Machine
6. Laughing With
7. Human of the Year
8. Two Birds
9. Dance Anthem of the 80's
10. Genius Next Door
11. Wallet
12. One More Time With Feeling
13. Man of a Thousand Faces

São todas muito lindas, mas a que que eu estou mais ouvindo (por veses seguidas, diga-se de passagem) é "Laughing With", faixa 6.


video

Terça-feira, Junho 16, 2009

Familiarizando-se com a Clínica

"Por vezes nos perguntamos quanto tempo dura seis meses. Sem entrar no mérito filosófico do conceito. Tempo bastante para criar vínculos com pessoas de uma determinada realidade, que embora muitos olhem com temor e indagações, não nos pareceu estranho nem assustador. Tempo suficiente para nos depararmos com situações nunca antes por nós imaginadas. Tempo que nos fez ter que improvisar, rebolar, emudecer, desmontar. Tempo para nos fazer sentir mais próximas da clínica."


Diário de Bordo Pessoal

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Thinking

Maré alta consumindo o que estiver à frente.
E eu parada, observando, impotente.

Domingo, Maio 17, 2009

Dançando Ciranda às Avessas

Entrei na roda dançando Ciranda. Todos sorriam felizes, com o passo decordo (claro, era tão fácil!). Eu também ria, apática, naquela grande diversão, até começar a questionar o que havia de produção naquela grande "roda do mesmo", quando deixei de me divertir.
Tentei criar novos passos, primeiro rodando para o lado oposto, dançando no centro e fora, mas os novos movimenos eram menos fáceis. Seria necessário sair da roda, produzir além do reproduzir. Teria de haver disposição para inventarem sozinhos também, soltar as mãos, sais um pouco do campo de visão dos olhares vigilantes.
No entanto, ainda estou a tentar.

Sexta-feira, Maio 15, 2009

Antropofagia

Fome. Como tudo a meu alcance. Me alimento de Deleuze e Mário Quintana. Clarice Lispector e Bauman. E ainda tenho fome. Que venham Freud e Guattari. Não rejeito Nietzsche, nem Shakespeare. Engulo tudo, sem me preocupar com os efeitos.

Como?

Como disvencilhar-se de tudo o que o veste, de sua pele íntima?

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Minhas imagens..

Tudo sempre passando rápido demais
diante dos meus olhos.

Na 1ª pessoa

Estive vasculhando os links de arquivos do Escritos Pessoais e Impessoais meu blog e notei que pouco escrevia na primeira pessoa, embora nunca tivesse conseguido [ou seguer tentado] distanciar meus escritos de mim, utilizando sempre outros objetos, pessoas, histórias e contextos para descrever meus sentimentos, emoções, sonhos e fatos que me marcam. Talvez esse modelo de escrita criasse uma maior identificação. Talvez eles tenham tornado-se os escritos Impessoais, que também dá nome a esse "cantinho". Parece que sempre um algo estava por faltar. Quanto a isso há várias coisas que poderiam ser pensadas.
Mas o fato que concluí é que o quanto tenho dificuldade de falar de mim mesma, sendo translúcida e simples, e como estou em uma fase mais "eu". Imagino que isso esteja ocorrendo devido minhas relações e atitudes cotidianas estarem atualmente visando o outro, o coletivo, não tendo tempo, ou criando um receio de aparecer demais em outros contextos, restando espaços como este para que eu consiga me mostrar para mim.